RELEASE

VEJA AS OBRAS EXPOSTAS CLICANDO NO NOME DOS ARTISTAS ABAIXO

Estela Sokol

Ana Paula Oliveira

Exposição:      Estela Sokol / Ana Paula Oliveira

Abertura:                   16 de agosto, às 20h.

Período:                    17 de agosto a 10 de setembro 2005

Horário:                     Segunda a sexta das 10h às 19hs - Sábado das 10h às 17hs


Piso 1

Na individual na Galeria Virgilio, Estela Sokol apresentará três esculturas e cinco relevos, nos quais, a artista pretende a partir da sobreposição de corte, dobra e molde de chapas de acrílico tipo perspex, desta vez  de cores transparentes e espessuras variadas; trabalhar a relação de cor entre chapas, as cores resultadas pela justaposição e  a luz inerente as mesmas e, principalmente à elasticidade das chapas.

Em alguns trabalhos também foram utilizados pequenos blocos de mármore a fim de proporcionar uma outra relação de trava, sustentação, contrapeso e tensão com as chapas.

 

Texto Critico 

Os trabalhos recentes de Estela Sokol realizam no espaço tridimensional o que se apresentava vagamente como potência em algumas de suas xilogravuras anteriores. Vagamente porque, mesmo que estivessem no campo do possível, não eram previsíveis, poderiam ter se constituído de outro modo ou simplesmente não ter existido, o que seria de se lamentar. Embora suas gravuras já investigassem dobras no espaço e descontinuidades em planos, pode-se dizer que a despeito da coerência de seu percurso, sua produção atual representa uma ruptura. Não se trata apenas da mudança de suporte ou de técnica, mas da conquista de novos elementos.

Entre eles está a escala cromática com predominância do laranja, rosa, vinho, branco e fumê. As cores são as do mostruário da fábrica de acrílico, mas as sobreposições de duas ou mais chapas as transformam, fazendo-as tender com diversas nuanças de meios tons para o marrom. Se algumas de suas peças anteriores refletiam plenamente seu entorno, aqui a transparência é tornada opaca. O que era translúcido passa a sugar a luz ao seu redor e a abrigá-la em seu interior. A refração faz com que a luz, além de mudar de direção ao se propagar em um novo meio, tenha seu tempo alterado. Ao atravessar essas esculturas ela não sai ilesa, é como se a luz se tornasse parte de cada uma delas.

O acrílico, ainda mais com a pouca espessura com que se apresenta, não oferece resistência à ação. A artista pode dobrá-lo conforme sua vontade de ordenação e de composição, mas nem tudo está acomodado. Algumas peças, tanto de parede como de chão, por não terem sido moldadas com calor, estão tencionadas num ponto próximo ao de seu limite de rompimento. Elas se curvam para dentro, fechadas em si mesmas, mas não dissimulam sua capacidade de expansão e uma força contida por contrapesos de mármore. Antes de se assemelharem a uma catapulta, há um equilíbrio provisório de compensação de forças.

O material que as compõe e a sua falta de ligação com a natureza se sobressaem. Nessas esculturas a artificialidade não se mostra apenas pela apropriação de materiais pré-fabricados resistentes à ação do tempo. Algo da facilidade da vida contemporânea, em que quase tudo se submete à técnica ou está ao alcance da mão, permanece nelas. Entretanto, enquanto a tecnologia tende a ocultar as significações dos materiais e a usá-los de um modo utilitário, Estela Sokol busca uma verdade do acrílico nas dobras e curvas de seus relevos e escultura           

                                                                                          Cauê Alves

Obras em exposição : 3 Esculturas e 5 relevos de parede  em acrilico e màrmore

Preços de R$5000,00 a R$8000,00

 

 

Piso 2

Em sua segunda individual na galeria virgilio   Ana Paula Oliveira mostra nesta exposição que leva o nome "Segurado", sete esculturas de diversos tamanhos, utilizando materiais como, madeira, borracha, vidro, argila.   A artista tambem expõe 10 desenhos   feitos com graxa vaselina e silicone que se estruturam entre dois vidros pressionados por canaletas de ferro e borracha   de tamanhos variados , faz parte da exposição um video entitulado "74"

Texto crítico

O maior diálogo da obra de Oliveira, além de jovens escultores paulistanos (muitos deles representados pela própria galeria Virgílio) é com a pintura como suporte em que as coisas são agregadas e somadas graças a viscosidade de um dos materiais ou por meios mecânicos como amarrá-los ou pregá-los.

De fato, a própria expressividade da escultura remete ao pincelar expressionista e, mesmo que muitas vezes desenvolva-se do chão para o espaço, quase sempre procura o plano da parede, mesmo que somente para aumentar o contraste entre os materiais.

Esse modo de pensar a forma remete-nos também ao artista Nuno Ramos, assim como a vocação narrativa deste. Enquanto Ramos, entretanto, abandona o material a sua própria expressividade e a que desenvolve-se no contato com outros materiais, Oliveira procura extrair a sua do manejo desses materiais. Essa expressão, em nenhum momento é desenvolta, e muito menos dá o menor sinal de virtuosismo. Ela nasce, ao contrário, da resistência tenaz do material frente a vitalidade não menos impressionante que a artista emprega para formalizar a obra.

O que vemos então, são seres. Meio mal-formados e ás vezes até truculentos em sua presença acintosa. Seres que parecem lutar para individualizar-se frente ao nosso olhar para ficarem gravados - e assim assegurarem sua existência - na nossa memória.

                                                                                       Rafael   Campos Rocha

  Em exposição:

  4 desenhos em vidro de tamanhos, 45x165cm e 40x150cm

  7 esculturas   de tamanhos variados .

  Preços das obras de: R$2500,00 a R$9000,00

CONTATO | Adalberto | 30629446| 30612999

rua dr. virgilio de carvalho pinto 426 pinheiros - 05415-020 são paulo sp - (5511) 2373-2999